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sábado, 5 de maio de 2012

HERANÇA


Toda vez que vejo meus filhos se divertindo e sem maiores preocupações fico imaginando como eles serão quando crescerem. Certamente, como qualquer pai, quero que eles sejam felizes, honestos e solidários. Dou-lhes carinho, educação e atenção. Dou-lhes comida, os visto e os levo para passear. Mesmo assim duas perguntas não saem da minha cabeça: É o suficiente? O que deixarei para eles?

Quando se trata de filhos é sempre difícil saber se fizemos o suficiente. O mais provável é que uma sensação de que se podia fazer algo mais permanece ao longo da vida dos pais. Não que isso vá redundar necessariamente num sentimento de culpa incontornável. Não é isso. Quero apenas ressaltar que a felicidade dos pais está intimamente relacionada à felicidade dos filhos. E creio que o inverso também seja verdadeiro.

Quanto à segunda pergunta: o que deixarei para os meus filhos? Bens materiais? Alguns certamente. Todavia, por incrível que possa parecer, essa é a questão mais bem resolvida na minha cabeça: deixarei a eles boas lembranças. Lembranças das vezes que fomos juntos à praia ou que ouvimos músicas, dos carinhosos olhares, das trocas de afeto, das vezes que tentamos identificar estrelas e constelações lá no interior do estado, das caretas e poses que fizemos para as fotografias de família, das pequenas confidências, das piadas que trocamos pela internet, das revistinhas que lemos juntos, das vezes que os busquei nas festinhas, das brincadeiras por causa do crescimento dos pêlos e de outras partes mais, da atenção dada quando eles ficaram doentes. Enfim, por conta desses e de outros detalhes preciosos.

As boas lembranças serão a condição da minha própria imortalidade. Não entendeu? É que por causa das boas lembranças gravadas na mente e no coração dos meus filhos eles terão o maior orgulho de falar de mim para os meus netos, que por sua vez falarão para os seus filhos e assim por diante. Guardarão com carinho meus livros, meus discos, minhas lembranças e meus ensinamentos.

Sabem com quem aprendi isso? Com o Menino Maluquinho. Foi com ele que descobri que se um cara é legal quando adulto, é porque ele foi um menino feliz. E meninos felizes têm boas lembranças.

Manhã de 17/08/2003

sexta-feira, 18 de março de 2011

Adultos Precoces

Salve, salve blogueiros de plantão, como já informado, fui convidado a contribuir com o queridíssimo Lasanha Com Farinha e estou aqui para fazer jus ao convite mandando meu primeiro post.

Bem galera, tenho quase certeza que todo mundo esta esperando um post relacionado ao que esta acontecendo no Japão, não é? Até poderia argumentar alguma coisa sobre, mas deixarei para os meus amigos essa façanha (\o/). Hoje venho falar sobre um tema que de certa forma tem haver comigo, gravidez na adolescência, pois pra quem não sabe comunico agora que vou ser papai (Hoooo!!).

Quem me conhece deve estar se perguntado: “pow tico, mas tu tem 23 anos” (auehuehea). Pois é, verdade, mas quando digo que tem haver comigo estou me referindo a questão financeira do assunto, pois todos sabemos que além do aspecto psicológico e os riscos de saúde que envolvem esse tipo de parto em uma gravidez precoce, existe também o lado financeiro que é aonde me encaixo(^^).


Navegando pelo assunto descobri dados alarmantes sobre o tema, tais dados mostram que adolescentes estão encurtando essa fase da vida devido a essa gravidez precoce e ao que ela acarreta. Nos EUA, estatísticas mostram que da década de 70 a 80, o nascimento de adolescentes grávidas aumentou 74% e atualmente 12,5% dos partos realizados nos EUA, correspondem a adolescentes, impressionante não?


No Brasil, a Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 2006, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos.

Já na Fundação Santa Casa, aqui de Belém mesmo, só no ano passado 323 casos foram recebidos, sem contar aqueles feitos diretamente, ou seja, sem o auxilio ou acompanhamento devido.

Bem pessoal, depois de todos esses dados fica a pergunta, por quê isso esta acontecendo? Todos nós sabemos que a adolescência é uma fase de descobertas, principalmente do corpo, até ai nenhuma novidade né? Agora junta isso com Emmanuely No Espaço (adorava *-*) e uma família cheia de tabus ou ausente, no que isso dá? Claro que existem muitos outros fatores, alguns que envolvem classes sociais e outros, aspectos psicológicos, mas acredito que os dois grandes impulsionadores são esses, mídia e família.

Por que a mídia? Ora ora caros amigos, basta ligarmos a televisão, que por sinal é uma hipocrisia só, que veremos cenas de beijos calientes e em alguns casos cenas que simulam o ato sexual, o que vai estimulando cada vez mais cedo a sexualidade das crianças. Pra completar temos a internet agora, que todos nós sabemos pode ser boa ou má dependendo do contexto. Atualmente navegar na internet é sinônimo de bombardeio erótico na tela, tornando um perigo deixar as crianças navegarem sozinhas, sem o acompanhamento de um adulto ou softwares que minimizam esses “bombardeios”.

Por que a família? Ora ora caros amigos, creio que a maioria das pessoas que irão ler esse post tiveram uma base familiar boa, essa base será fundamental para quando aquela amiga da sua filha falar que ser virgem não esta na moda ou aquele namorado falar que sexo sem camisinha é mais gostoso. Uma família sem tabus, preconceitos e presente com certeza possui uma probabilidade menor da ocorrência de fatos como esses.

Eu tive uma base familiar boa e de certa forma (com o tempo) elucidado quanto aos meios de comunicação, mas mesmo assim vou me tornar pai em Setembro, não foi uma gravidez planejada apesar de alguns amigos acreditarem que sim (xD). Realmente para mim foi um choque, como seria pra qualquer um jovem sem dinheiro que depende dos pais, mas hoje encaro a situação com outros olhos, fico na expectativa se o filho vai parecer comigo ou com o padeiro da esquina (kkkkkkkkkk). Brincadeiras a parte, a experiência de ser pai com certeza será algo que mudará a minha vida, todavia tenho certeza que com o apoio dos meus familiares e dos meus amigos conseguirei sustentar e educar o Ederbaldo (nome escolhido por mim se for homem xD).


O tema é muito abrangente, fico devendo o depois do nascimento e como esses adolescentes encaram essa nova vida, quem sabe tema para um outro post.

Bem people, espero que tenham gostado do meu primeiro post, desculpem desde já eventuais erros de português, pois nunca foi meu forte escrever e queria dizer também que estou aberto a criticas (mesmo que não estivesse, o povo massacra meRmo)e sugestões de temas para pesquisar e escrever sobre, vlw.