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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Crônica de um planeta que era azul

Olá Blogueiros de plantão!

Em primeiro lugar, queria agradecer a todos os comentários do meu último post. Muito obrigado mesmo, de coração (até o teu Lucas, Brinks). Bem galera, vamos ao que realmente interessa.

Antes de começar, quero deixar bem claro que não sou comunista e nem ateu. O que está escrito a seguir são pensamentos do relator dos fatos. lol


Vídeo-Relatório

"Faz algum tempo que fui enviado ao planeta Terra, para a análise de seus habitantes. Afirmo que é difícil dizer em qual grau de evolução a raça humana se encontra, pois a disparidade entre os habitantes é enorme e as descobertas feitas por uma minoria de estudiosos não consegue alcançar todos os habitantes do planeta. E algumas descobertas como a cura para o vírus HIV ainda nem chegaram perto do desenvolvimento."

"Raça de muitas culturas, é como se fosse vários planetas dentro de um, mas pelo que percebo os habitantes estão sendo, a maioria sem perceber, alienados para uma espécie de unicidade cultural, imposta por uma minoria que possui praticamente todo o poder. Existem infinitas religiões no planeta, coisa de raças que possuem evolução de grau 2, chega ser até engraçado os seres humanos acreditarem que um Deus criou todo universo, mas não os menosprezo por isso, pois nosso povo também passou por essa fase. O pior é que existem pessoas que se beneficiam da inocência ou ignorância dos ser humanos para ganhar dinheiro em nome desses Deus(es) fantasiosos, capazes de serem infinitamente bons, mas ao mesmo tempo impetuosos se não forem seguidos . Espero que passem logo dessa fase."

"Parece que as duas palavras necessárias para se tornar um ser humano poderoso são 'egoísmo' e 'individualismo'. Eles derrubam, aniquilam e passam por cima sem qualquer dúvida para conseguir êxito em seus objetivos. Pude confirmar minha observação no modo em como eles tratam o seu próprio planeta, parece que ainda não perceberam que a lei de ação e reação não se aplica exclusivamente a Física. Desse jeito seguirão o mesmo destino dos habitantes de Marte que hoje vivem pelos planetas vizinhos. Por sinal existem algumas colônias aqui."

"Eles ainda não possuem a nossa comunicação mental, então para isso utilizam-se de uma espécie de caixa telepática que transmiti todas as informações do planeta. Nesse contexto que percebi outra coisa. A banalização da vida. É impressionante como os seres humanos se matam por tão pouco. Olhando para essa caixa atentei para a informação de um jovem terraquio que matou o outro por três metais redondos que, aqui são denominados "moedas", não equivalem nem ao necessário para fazer um botão da nave que vim a Terra, por incrível que pareça! Nessa "caixa", podemos ver todos os tipos de noticias terríveis possíveis, pais matando filhos, filhos matando seus pais e outros que entram em unidades de aprendizagem manuseando suas armas primitivas para matar seus semelhantes, sem motivo algum. Difícil até de descrever."


"Os Governantes da Terra, utilizam-se de vários recursos para tirar a percepção dos habitantes menos favorecidos do que realmente está acontecendo com seu planeta e até consigo mesmo. Percebi que a maior dessas distrações é denominada Futebol, praticamente todos os habitantes conhecem. Existem vários outros métodos de distrações massivas que fazem com que os habitantes tirem o foco do que realmente interessa, tanto para si próprios, como para seu planeta como já mencionado. Na Terra, é admissível uma criança morrer na porta de uma unidade de saúde por não ter atendimento, mas se o time de alguns dos habitantes perde, é como se o mundo fosse acabar. Coisa intrigante..."

"Os senhores podem me perguntar: 'Há alguma coisa boa no planeta Terra?' Realmente, senti dificuldades em achar algo de bom. Tudo isso que falei até agora sobre os habitantes foi de maneira generalizada, existem terráqueos que ainda se sensibilizam com as informações da "caixa" e alguns que realmente querem fazer descobertas para ajudar os menos favorecidos. Existe uma minoria que tenta esclarecer o que é escuridão para a maioria dos habitantes, minoria que ainda precisa enfrentar a tirania dos terráqueos poderosos, que acham inconveniente os seres humanos possuírem uma inteligência privilegiada para que não se tornem habitantes mais questionadores, pois se assim for, o "mundo" de exageros desses terráqueos privilegiados pode acabar."

"Vocês também podem me perguntar: 'E essa minoria, por que ainda não desistiu?' Percebi que essa minoria é corajosa e perseverante, não se abate pelas derrotas, converte tudo em mais forças para lutar. É equivalente à pequenas feridas, incomodando os interesses dos poderosos. Não sei se conseguirão mudar o planeta, mas um requisito fundamental para que isso aconteça e que todo ser humano possui, é...."

- Caralho, isso daqui é um assalto! Passa essa câmera!

- Calma amigo, vamos conversar!

- Conversar uma porra! Passa essa câmera logo! Quer levar tiro, moleque?!

- Não! Calm...

- Tu quer levar tiro? Fala moleque! Tu quer levar tiro?!

- Você não precisa fazer is...

- Me dá logo isso!

Pá!

Pá!

Pá!

Fim.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O mundo vai acabar. E daí?

Antes que aches que eu sou um lunático que quer o fim do mundo, recomendo que leia o post todo.

Um dia o Mundo vai acabar. Só não se tem certeza quando.

Já algum tempo vinha pensando em falar sobre essa temática: consequências de um possível fim do mundo. Mas aí eu fui pensar direito sobre o assunto e percebi que primeiramente deveríamos refletir sobre o que seria de fato esse tão tenebroso "Fim do Mundo". Ora veja só, o fim do mundo como o conhecemos está retratado em diversas formas da arte (cinema, literatura, fotografias, etc.), em muitos momentos da história humana.

História humana. É justamente nesse ponto que eu queria chegar. O mundo só vai ter fim porque nós, seres humanos, existimos. Mas calma lá, não to me referindo, necessariamente, à interferência do Homem na Natureza, até porque isso tá ficando bastante clichê. Refiro-me que uma possível destruição do planeta só afetaria a nós, terráqueos. Deixe-me explicar: Tudo o que a humanidade construiu até hoje, ou seja, toda a tecnologia, todo o conhecimento científico e filosófico, todos os seus avanços para o nosso próprio bem estar, entre outros, aconteceu aqui, no nosso planeta.

Mas tu já te perguntastes como seria o planeta Terra se nós, seres humanos não existíssemos? Ou melhor ainda, já veio na tua cabeça a seguinte pergunta: e se não houvesse a Terra no Sistema Solar? O que ia acontecer? Eu te respondo: nada. Cara, não ia mudar nada. Ainda existiriam 7 planetas inabitados girando em torno do Sol. Mudaria alguma coisa pra Via Láctea? Não. Mudaria algo para o universo? Também não.

Tá, tudo bem que eu não sou nenhum cientista para afirmar com precisão se nada ia mudar mesmo, mas o que eu to querendo dizer é que tudo o que a humanidade já viveu e vive aqui na Terra provoca efeitos apenas em nós mesmos. O que quero dizer é que somos insignificantes para a dimensão do Cosmos.

Todas as guerras, inventos, golpes, curas, mortes, nascimentos, tragédias, piadas...
Tudo, aconteceu aqui nesse planetinha.

Acredito que todos nós acompanhamos perplexos o que aconteceu lá no Japão, dias atrás. Assim como o que aconteceu no Rio de Janeiro, um pouco antes disso. Todo mundo ficou triste, muita gente ajudou e continua ajudando, e muita coisa ainda tá sendo reconstruída. Mas quer saber uma coisa de verdade? A vida continua. Quando essas tais tragédias aconteceram, as pessoas de todo planeta ficaram assustadas, e se comoveram com a situação dos desabrigados, e as muitas famílias mortas. Mas passado alguns dias ou semanas, só quem lembra de verdade o que aconteceu são as pessoas que viveram ou que vivem na pele aquilo. Quem não viveu, tá vendo Big Brother uma hora dessas, ou lendo Crepúsculo, no Orkut vendo a comunidade do Clube do Remo, ou assistindo The Big Bang Theory ou ainda ouvindo Pink Floyd. É sério, de uma hora pra outra muita gente esquece o que aconteceu e segue sua vida, seja lá o que essa pessoa faz da vida.

Claro que isso é culpa também da imprensa sensacionalista que temos. Ela sempre estampa tragédias nos jornais, e nos faz pensar o quão ruim foi aquilo, mas quando o assunto não rende mais tanta grana, esquece e arruma outra tragédia pra comentar. Quem mora em no Pará, sabe que passamos umas duas semanas com manchetes nos dois principais jornais do estado sobre o prédio que caiu aqui em Belém, mas agora ninguém lembra mais disso.

Mas onde é que o Alexandre tá tentando chegar, com tudo isso? Bem, eu não sei de fato. Acho que é mais pra te refletir sobre isso. Refletir do porquê da tua existência. O que tu fazes pelo mundo? Qual tua importância pra isso tudo? Enfim, por que viver?

Calma cara, não vá querer te matar. Não é isso. Pelo contrário, o que eu quero dizer é que tu deves viver tentando fazer algo que realmente valha a pena, pra que depois que tu morras, alguém que não seja teu parente, ou teu amigo, lembre de ti. Sim, sim. Escreva um bom livro. Seja um excelente jogador de futebol. Faça um filme. Descubra a cura da Aids. Seja o primeiro homossexual presidente do Brasil. Seja o primeiro brasileiro a pisar na Lua. Torne o seu país mais justo.

Porque é isso, meu amigo, o mundo tá aí e pode acabar a qualquer momento. Pode ser um meteoro, umas bombinhas atômicas de leve, uma nova era glacial, uma expansão do Sol que engoliria a Terra, uma infestação de nanorrobôs ou um ataque biológico (só lembrando que ano que vem é 2012). Isso acabaria com a humanidade, mas os outros planetas, estrelas, meteoritos, galáxias e tudo mais, continuariam intactas. Mas enquanto o nosso mundo não acaba, nós podemos morrer de muitas formas mais simples: assaltos; acidentes de carro, moto, barco, avião; eletrocutado; de doenças incuráveis; por vingança; por descuido.

E a Copa? E as Olimpíadas? Como é que ficam?

Só que até o mundo não acabar, as histórias das nossas vidas ainda poderão ser contadas por muitos e muitos livros, filmes, comunidades no Orkut e Facebook, blogs, fóruns de discussão, entre outros. Só não vão ser contadas se nós simplesmente não fizermos nada de útil. E aí a sua estadia aqui na Terra também não será útil.

Grandes homens e mulheres ficaram marcados para a história da humanidade. Alguns para o mal, outros para o bem. Se o mundo acabar, nada disso será importante, no fim. Mas enquanto não for o fim, tu podes dar uma razão para o teu viver. Não sejas mais um. Sejas importante. Faça as pessoas sentirem falta das tuas idéias inteligentes, do teu sorriso no rosto, da tua esperança em dias melhores. O mundo pode até acabar, mas antes disso, eu vou dar minha contribuição para a humanidade.

O mundo da forma como o concebemos pode acabar a qualquer momento.

Um dia, todos vamos morrer. E se todos morrerem ao mesmo tempo, não teremos mais guerras, nem doenças e nem tragédias. Mas será mesmo que é preciso todos nós morrermos pra que isso não exista mais? Pense nisso.

E pra deixar esse post ainda mais contraditório e finalizar com chave de ouro, uma frase do Dr. Manhattan para a sua ex-namorada Laurie, em Watchmen, o filme:

"Aqui [Marte] travamos nosso diálogo. Nele você me pede para impedir a guerra nuclear eminente. Mas porque eu salvaria um mundo[Terra], se ele não  me interessa mais?"

E um diálogo entre os dois, no mesmo filme:

Dr Manhattan (falando sobre o que ele vê na Terra, no futuro): "Há ruas cheias de cadáveres."
Laurie: "Jon, por favor! Você tem que impedir isso! Toda aquela gente vai morrer!"
Dr Manhattan: "E o Universo nem perceberá. Na minha opinião, a existência da vida é um fenômeno exageradamente valorizado. Olhe a sua volta, Marte se vira perfeitamente bem, sem um único micro-organismo."

Grande Dr. Manhattan!


É isso parceiro! Na próxima eu faço um post mais light. 0/