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sexta-feira, 11 de maio de 2012

QUE ME PERDOEM...

Que me perdoem os justos...
mas este mundo é uma máquina de triturar esperanças.
Que me perdoem os céticos...
mas suas condutas somente reforçam os conservadores e seus planos de dominação.
Que me perdoem os românticos...
mas o amor virou uma mercadoria.
Que me perdoem os fortes...
mas sua fortaleza é fundada no medo.
Que me perdoem os fracos...
mas sua covardia é contagiosa.
Que me perdoem os tementes a Deus...
mas sua fé está na base de muitas guerras.
Que me perdoem os descrentes...
mas a intolerância é um punhal que dilacera.
Que me perdoem os otimistas...
mas sua cegueira é perigosa.
Que me perdoem os pessimistas...
mas seu comodismo é alienante.
Que me perdoem as mulheres..
mas deveriam amar incondicionalmente a si mesmas.
Que me perdoem os homens...
mas deveríamos ser menos homens e mais gente.
Que me perdoem as crianças...
por acharem que deixaremos um mundo melhor para elas.

Guilherme Carvalho
Noite de 11 de maio de 2012.

sábado, 5 de maio de 2012

Olhar que trai


No centro do ser
Existe luz
Que transpira
No ver
Que imagina
Qualquer gesto
Querendo saber

No centro do ser
Existe luz
Que inspira
Que seduz
Que observa
Que vigia
Querendo compreender

No centro
A gente chora
Quando os olhos
Tentam tão longe querer
Saber todas as almas
Saber toda dor
Querer por força
Desvendar todos os segredos
Da visão do amor.

Em parceria com Antonio Oliveira
Belém (PA), 17/09/2000

sábado, 14 de abril de 2012

Carta a alguém

Esta é para te dizer que sinto a tua falta, e que a minha mente antes efervescente, agora produz lampejos de pensamentos centrados em ti. A tua parte na cama continua desarrumada, e o teu prato ocupa o lugar de sempre na mesa.

É engraçado, ou melhor, é patético me pegar dizendo “tenha um bom dia” para a porta quando saio pela manhã. Todavia, é mais triste chegar à noite e ver todas as luzes apagadas.

A pressa te fez esquecer algumas peças de roupa que, diga-se, mantenho-as impecavelmente limpas e guardadas. Sentirias orgulho do meu zelo.

A ausência daquelas brigas bobas deixou um estranho vazio, que nem a música no último volume é capaz de preencher. Nossos vizinhos andam reclamando... É bem verdade que evito determinadas canções. Acho que o meu instinto de auto-preservação fala mais alto nesses momentos.

De repente me peguei íntimo do Johnny Walker. Logo eu que sempre fui conhecido entre os nossos amigos como “beija-copo”, justamente por fingir que bebia para não me sentir isolado. O Johnny tem sido um amigão, mas desconfio que o mesmo tenha outras intenções inconfessáveis. Bem, deixa pra lá. O importante é que consigo dormir à noite, apesar dos efeitos colaterais no dia seguinte. Nessas horas lembro do Vinicius para quem o uísque era o melhor amigo do homem, um “cachorro engarrafado”, dizia ele. Comecei a achar que o poeta tinha razão.

O teu cheiro continua intenso no banheiro. A mescla de aromas dos teus diferentes shampoos, cremes, sabonetes e perfumes parecem ter ficado incrustados nas paredes. Não sei mais o que fazer para banir a tua presença de lá. Sinceramente, acho que é uma luta inglória.

Não posso esquecer do carro. Quantas loucuras foram realizadas naquele minúsculo espaço. Tantos beijos, abraços. Tantos braços e tantas mãos. Muito calor, suor... Parecíamos dois alunos de yoga dadas as mais absurdas posições que conseguíamos exercitar. Infelizmente vendi o carro, pois a grana anda curta. Ao menos a concentração no trânsito melhorou bastante depois disso.

Conheci um restaurante maravilhoso dia desses. É que deixei de freqüentar aquele que íamos regularmente. Já não agüentava mais as mesmas perguntas e os mesmos olhares de quem nos via por lá.

Espero que estejas bem. Soube que conseguiste ficar ainda mais bonita. Isso é bom. Não é todo mundo que consegue essa proeza. Da minha parte, sigo caminhando, pois a vida continua, apesar de tudo.

Abraços,

Eu.

Guilherme Carvalho

PS: podes devolver aquelas fotos?

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados: amor, capitalismo e dores de cotovelo

Fala galera! A quanto tempo!

Pois é, passadas duas semanas da eliminação do meu Clube do Remo do campeonato, acho que já dá pra voltar às minhas atividades rotineiras de blogueiro. E em que dia eu resolvo voltar? O dia dos namorados!

Então vamos lá. É certo que o dia de hoje é mais uma daquelas datas que foram inventadas pelo comércio para que o mesmo possa vender mais com a gente gastando mais. É assim no dia das mães, dos pais, das crianças e de certa forma até o Natal, entre outros. Mas também é bem nítido que mesmo alguém que tem clareza quanto à essa informação, torna-se induzido a gastar o seu suado dinheirinho.

Digo isso por que esse ano tenho observado várias pessoas que eu não esperava ver esse tipo de comportamento, de ser influenciado pela data, gastando o dinheiro dos pais, ou então o seu próprio dinheiro para comprar um presente para o(a) seu(sua) namorado(a). O comportamento do dia de hoje é o mesmo dos outros dias comemorativos que citei antes: por mais que a pessoa ache a maior baboseira do mundo ter que dar presente por causa de uma data do comércio, ninguém quer fazer feio com a pessoa homenageada. E isso ganha proporções gigantescas quando a data envolve a temática 'relacionamento amoroso'.

Nayara é a mulher da minha vida.
Olha, vejam só, eu não to dizendo aqui que sou contra dar presente dos dias dos namorados (até porque eu tinha dado, nos últimos anos...). Vai até parecer que é dor de cotovelo. E pode até ser mesmo. Mas o que eu quero falar mesmo é que a mídia e o comércio tem muita influência sobre nós. Todos nós. Meu amigo Mateus Pratagy falou sobre isso no blog dele, o Veliko Valovi, que todos nós somos capitalistas de alguma forma, por mais que não concordemos com isso. E eu sinceramente acho que ele tem razão, em relação a isso. Uma das provas são essas datas comemorativas.


Interessante é notar também que tem muita gente que é totalmente influenciado por certas datas. A de hoje então, nem se fala. É frase pessoal no Msn, milhões de Tweetadas e Retweetadas, milhões de comunidades novas no Orkut (assim como no Facebook também deve ter, mas eu não sei, já que eu não o tenho ainda). Tem gente que passa o ano todinho solteiro, mas passar o dia dos namorados solteiro é pior que pegar o Marituba Paracuri 2 lotado 6 e meia da noite. Haja lamentações on-lines... E ainda tem aqueles que falam que não se importam, que bom mesmo é ser solteiro, ir pra onda, mas que nitidamente não passa de dor de cotovelo. Não vou nem dizer onde eu me encaixo nisso...


Mais uma vez o comércio. Mas que ficou bonitinho, ficou.
Se um dia eu voltar com a Nayara, eu caso com ela.
Enfim, feliz dia dos namorados pra quem tem. Lamentações pra quem não tem. Ou não. O importante é ser feliz, ou então correr atrás da felicidade. Pra quem tem, só não esqueça de comprar algo que você possa ter condições de acabar de pagar antes que acabe o namoro. ^^

Obs: Parabéns aos namorados: Lucas Ferreira (@lucasonthewing) Micaele Castro (@micaelecastro) Mateus Pratagy (@mateuspratagy) Walmi Silva (@tykinho22) Lucas Paiva (@lukeyourself) Ellen Cristina (@eellencristina) Renata Matni (@renatamatni) e Renato Marinho. Todos são os não-encalhados do ano! 0/

domingo, 24 de maio de 2009

Troca de Torcidas

Hoje teremos o início do Campeonato Brasileiro de Futebol da Terceira Divisão.

Meu time do coração não está presente nesse e nem na recém-criada Quarta Divisão. Enquanto isso, o outro time de expressão da Capital paraense não só participará da "Terceirona" como também foi campeão do último "Parazão".

Situações completamente diferentes, não é verdade? O time das camisas de "Bananas de Pijamas" tem tudo para garantir o acesso à "Segundona" enquanto o meu Leão nem se quer tem time, contratou um técnico essa semana para começar as preparações do campeonato estadual do ano que vem.

No entanto, meus amigos, são nessas horas que nós vemos qual torcida é realmente fiel e qual é apenas um fenômeno, um evento esporádico. Com toda a situação que o centenário Clube do Remo se encontra, fico muito, mas muuuito feliz mesmo de ver que o torcedor não abandonou o seu Clube. A quantidade de camisas de Bananas de Pijamas sendo usadas em Belém é a mesma das com manto Azul Marinho. Desculpem a expressão mas, mesmo fudido, sem qualquer perspectiva a curto prazo, o torcedor Azulino usa sua camisa, como se nada estivesse acontecendo.

Em contra partida, lembro-me muito bem do ano de 2007. Aquele ano que o time de camisa de presidiário ficou 5 meses parado. Que conseguiu a brilhante 62ª colocação numa terceirona que tinha apenas 64 times... Não tinha um só "torcedor" que usava a camisa daquele time. Ninguém. Nenhum membro da "Fiel". E agora, como um fenômeno, Belém de repente fica tomada de um forte cheiro de mofo, um cheiro apodrecido, proveniente das camisas de presidiário que ficaram tanto tempo guardadas em armários... Esse time tem tudo pra se dar bem, verdade. Mas se não se der bem, tenho certeza de que o fenômeno passará e voltaremos a ter o cheiro gostoso que só Belém tem.





Esperança Nação Azulina! Voltaremos a rugir mais alto nesse estado e no resto do Brasil, o mais breve possível! É como diz um trecho do nosso amado Hino:
“Em cada um de nós mora a esperança
Nossa pujança, nosso ideal
E como somos do CLUBE DO REMO
O nosso amor diremos que não tem igual”

Saudações Azulinas!