Mostrando postagens com marcador Tragédia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tragédia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Apenas um desabafo de um torcedor Azulino

Bem, meus amigos, creio que a maioria dos frequentadores do blog são amigos e conhecidos meus, e eu bem sei que todos que me conhecem, sabem do meu amor pela instuição centenária de futebol que é o Clube do Remo.

Ontem, eu e mais 5 milhões de torcedores fomos dormir tristes, chateados, revoltados, humilhados. É claro que teve gente que foi dormir feliz, haja visto que houveram muitos e muitos fogos de artifício, antes mesmo de soar o apito final do jogo Clube do Remo 0 x 2 Independente Tucuruí, válido pela semi-final do segundo turno do Campeonato Paraense.

Será que ainda tem espaço?

E a minha pergunta é justamente essa, bicolores: comemorar o que? O Remo ser desclassificado (novamente) do Parazão e consequentemente da Quarta divisão do Campeonato Brasileiro? Que é que o Paysandu Sport Club ganha com isso? Tudo bem, eu mesmo já escrevi aqui sobre a rivalidade dos times de Belém do Pará, mas dessa vez não dá pra entender.

Situação tá tão difícil que nem escudo no nosso estádio a gente tem mais...

Se o futebol paraense estivesse indo de mal a pior, eu até estaria feliz. Mas, infelizmente, está indo de pior à decadência completa. Tenho certeza que os meus amigos bicolores, que realmente acompanham o futebol paraense, sabem que o time deles estaria igual ou pior do que o Remo se não fosse a intrigante obra do destino, de não haver Quarta Divisão do Brasileiro no ano de 2008. Digo isso porque em 2007 o Paysandu ficou 62º lugar numa Terceirona que tinha 64 Clubes.

Dizem que os Clubes do interior tão fazendo por onde. Concordo e discordo ao mesmo tempo. É claro que eles tem lá as suas competências (não vão decidir a final do segundo turno por uma obra do acaso), mas é difícil acreditar que eles tenham uma gestão tão moderna assim, haja visto o caso recente do São Raimundo de Santarém, e do Cametá que teve todas as suas dificuldades administrativas expostas ao final do segundo jogo da semi-final do segundo turno, quando um dos artilheiros do campeonato, Leandro Cearense, colocou a boca no trombone sobre salários atrasados e até possível falta de alimentação, no clube.

Além de adorar fazer gol no Remo, Leandro Cearense
tem personalidade pra cobrar os seus direitos.

Bicolores, vocês tem todo o direito de caçoar da gente. Afinal, são três anos sem um título qualquer, sem divisão, sem esperanças... Mas cuidado, com o futebol medíocre que o time de vocês vem apresentando, ano que vem tem chances de disputar a Quarta Divisão com a gente. E o que é mais intrigante em todo esse processo, é que o maior rival do Clube do Remo há alguns anos não vem mais a ser o Paysandu, e nem o do Paysandu é o Clube do Remo. Nós Azulinos morremos de medo de times como Cametá, Independente Tucuruí e São Raimundo de Santarém, até porque nos últimos 20 Re x Pa's perdemos só um e vencemos mais de dez. Enquanto que o Paysandu morre de medo de equipes como Rio Branco do Acre, Águia de Marabá e Luverdense de Mato Grosso. Enfim, as coisas tão mudando. Jogar só por nome, tradição e torcida não quer mais dizer tanta coisa assim.

Única alegria de Remista nesses tempos é o Re x Play

O que me deixa mais triste não é ser derrotado por um equipe pequena, porque isso acontece com frequência. Vejam só a Copa do Brasil e a Libertadores desse ano: Avaí eliminou o São Paulo; Ceará eliminou o Flamengo, Coritiba eliminou o Palmeiras; Tolima eliminou o Corinthians; Fluminense eliminado pelo Libertad, entre outros. Fico triste é que o Remo tá numa situação muito escrota mesmo, porque ficar 7 meses parados, com uma torcida apaixonada, é ruim para as finanças, porém mais ainda pro orgulho do torcedor, que ultimamente é a única coisa que ainda sustenta esse Clube.

E pensar que sábado eu tava assistindo Barcelona 3 x 1 Manchester United na Globo e na mesma hora passando Cametá 3 x 0 São Raimundo na Cultura. Nem parece o mesmo esporte! São tantas as diferenças grotescas entre a nata e o limbo do futebol mundial... Por isso que eu nem discuto mais com quem é misto (torcedor de time de fora do estado em que vive), continuo achando errado, mas eu vou pedir pra um cara torcer de novo pra um time só ano que vem? É pedir muito.

Pelé já vestiu o manto sagrado. Agora temos que
aguentar os Thiaguinhos e Ratinhos da vida.

Pra terminar, quero dizer que continuo sendo Remista, sempre. E a razão disso é que eu amo o Clube de o Remo, e não os dirigentes e jogadores que são os responsáveis pela vergonha de ontem. E meu sonho continua, que é ver um Re x Pa na primeira divisão do Campeonato Brasileiro (com o Remo ganhando, é claro!)

Abraços, e a encarnação é de livre direito!

Ah, e o campeão não vai ser o Paysandu nem pelo caralho! Cametá ou Independente, o campeão paraense 2011!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O mundo vai acabar. E daí?

Antes que aches que eu sou um lunático que quer o fim do mundo, recomendo que leia o post todo.

Um dia o Mundo vai acabar. Só não se tem certeza quando.

Já algum tempo vinha pensando em falar sobre essa temática: consequências de um possível fim do mundo. Mas aí eu fui pensar direito sobre o assunto e percebi que primeiramente deveríamos refletir sobre o que seria de fato esse tão tenebroso "Fim do Mundo". Ora veja só, o fim do mundo como o conhecemos está retratado em diversas formas da arte (cinema, literatura, fotografias, etc.), em muitos momentos da história humana.

História humana. É justamente nesse ponto que eu queria chegar. O mundo só vai ter fim porque nós, seres humanos, existimos. Mas calma lá, não to me referindo, necessariamente, à interferência do Homem na Natureza, até porque isso tá ficando bastante clichê. Refiro-me que uma possível destruição do planeta só afetaria a nós, terráqueos. Deixe-me explicar: Tudo o que a humanidade construiu até hoje, ou seja, toda a tecnologia, todo o conhecimento científico e filosófico, todos os seus avanços para o nosso próprio bem estar, entre outros, aconteceu aqui, no nosso planeta.

Mas tu já te perguntastes como seria o planeta Terra se nós, seres humanos não existíssemos? Ou melhor ainda, já veio na tua cabeça a seguinte pergunta: e se não houvesse a Terra no Sistema Solar? O que ia acontecer? Eu te respondo: nada. Cara, não ia mudar nada. Ainda existiriam 7 planetas inabitados girando em torno do Sol. Mudaria alguma coisa pra Via Láctea? Não. Mudaria algo para o universo? Também não.

Tá, tudo bem que eu não sou nenhum cientista para afirmar com precisão se nada ia mudar mesmo, mas o que eu to querendo dizer é que tudo o que a humanidade já viveu e vive aqui na Terra provoca efeitos apenas em nós mesmos. O que quero dizer é que somos insignificantes para a dimensão do Cosmos.

Todas as guerras, inventos, golpes, curas, mortes, nascimentos, tragédias, piadas...
Tudo, aconteceu aqui nesse planetinha.

Acredito que todos nós acompanhamos perplexos o que aconteceu lá no Japão, dias atrás. Assim como o que aconteceu no Rio de Janeiro, um pouco antes disso. Todo mundo ficou triste, muita gente ajudou e continua ajudando, e muita coisa ainda tá sendo reconstruída. Mas quer saber uma coisa de verdade? A vida continua. Quando essas tais tragédias aconteceram, as pessoas de todo planeta ficaram assustadas, e se comoveram com a situação dos desabrigados, e as muitas famílias mortas. Mas passado alguns dias ou semanas, só quem lembra de verdade o que aconteceu são as pessoas que viveram ou que vivem na pele aquilo. Quem não viveu, tá vendo Big Brother uma hora dessas, ou lendo Crepúsculo, no Orkut vendo a comunidade do Clube do Remo, ou assistindo The Big Bang Theory ou ainda ouvindo Pink Floyd. É sério, de uma hora pra outra muita gente esquece o que aconteceu e segue sua vida, seja lá o que essa pessoa faz da vida.

Claro que isso é culpa também da imprensa sensacionalista que temos. Ela sempre estampa tragédias nos jornais, e nos faz pensar o quão ruim foi aquilo, mas quando o assunto não rende mais tanta grana, esquece e arruma outra tragédia pra comentar. Quem mora em no Pará, sabe que passamos umas duas semanas com manchetes nos dois principais jornais do estado sobre o prédio que caiu aqui em Belém, mas agora ninguém lembra mais disso.

Mas onde é que o Alexandre tá tentando chegar, com tudo isso? Bem, eu não sei de fato. Acho que é mais pra te refletir sobre isso. Refletir do porquê da tua existência. O que tu fazes pelo mundo? Qual tua importância pra isso tudo? Enfim, por que viver?

Calma cara, não vá querer te matar. Não é isso. Pelo contrário, o que eu quero dizer é que tu deves viver tentando fazer algo que realmente valha a pena, pra que depois que tu morras, alguém que não seja teu parente, ou teu amigo, lembre de ti. Sim, sim. Escreva um bom livro. Seja um excelente jogador de futebol. Faça um filme. Descubra a cura da Aids. Seja o primeiro homossexual presidente do Brasil. Seja o primeiro brasileiro a pisar na Lua. Torne o seu país mais justo.

Porque é isso, meu amigo, o mundo tá aí e pode acabar a qualquer momento. Pode ser um meteoro, umas bombinhas atômicas de leve, uma nova era glacial, uma expansão do Sol que engoliria a Terra, uma infestação de nanorrobôs ou um ataque biológico (só lembrando que ano que vem é 2012). Isso acabaria com a humanidade, mas os outros planetas, estrelas, meteoritos, galáxias e tudo mais, continuariam intactas. Mas enquanto o nosso mundo não acaba, nós podemos morrer de muitas formas mais simples: assaltos; acidentes de carro, moto, barco, avião; eletrocutado; de doenças incuráveis; por vingança; por descuido.

E a Copa? E as Olimpíadas? Como é que ficam?

Só que até o mundo não acabar, as histórias das nossas vidas ainda poderão ser contadas por muitos e muitos livros, filmes, comunidades no Orkut e Facebook, blogs, fóruns de discussão, entre outros. Só não vão ser contadas se nós simplesmente não fizermos nada de útil. E aí a sua estadia aqui na Terra também não será útil.

Grandes homens e mulheres ficaram marcados para a história da humanidade. Alguns para o mal, outros para o bem. Se o mundo acabar, nada disso será importante, no fim. Mas enquanto não for o fim, tu podes dar uma razão para o teu viver. Não sejas mais um. Sejas importante. Faça as pessoas sentirem falta das tuas idéias inteligentes, do teu sorriso no rosto, da tua esperança em dias melhores. O mundo pode até acabar, mas antes disso, eu vou dar minha contribuição para a humanidade.

O mundo da forma como o concebemos pode acabar a qualquer momento.

Um dia, todos vamos morrer. E se todos morrerem ao mesmo tempo, não teremos mais guerras, nem doenças e nem tragédias. Mas será mesmo que é preciso todos nós morrermos pra que isso não exista mais? Pense nisso.

E pra deixar esse post ainda mais contraditório e finalizar com chave de ouro, uma frase do Dr. Manhattan para a sua ex-namorada Laurie, em Watchmen, o filme:

"Aqui [Marte] travamos nosso diálogo. Nele você me pede para impedir a guerra nuclear eminente. Mas porque eu salvaria um mundo[Terra], se ele não  me interessa mais?"

E um diálogo entre os dois, no mesmo filme:

Dr Manhattan (falando sobre o que ele vê na Terra, no futuro): "Há ruas cheias de cadáveres."
Laurie: "Jon, por favor! Você tem que impedir isso! Toda aquela gente vai morrer!"
Dr Manhattan: "E o Universo nem perceberá. Na minha opinião, a existência da vida é um fenômeno exageradamente valorizado. Olhe a sua volta, Marte se vira perfeitamente bem, sem um único micro-organismo."

Grande Dr. Manhattan!


É isso parceiro! Na próxima eu faço um post mais light. 0/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Brasil é mais ao Sul.

Incrível. Simplesmente incrível.

Há alguns meses atrás, recordo-me muito bem da tragédia que aconteceu em um dos estados mais ricos do país: Santa Catarina.

E foi uma tragédia e tanto. O presidente até sobrevoou as áreas atingidas. Milhões de brasileiros fizeram doações para as vítimas, as quais, soubemos depois, foram muitas vezes desviadas para consumo próprio. Tinha até briga dia de domingo, pra quem arrecadava mais, o Faustão ou o Gugu. Ana Maria Braga chorava toda manhã entrevistando as vítimas.

Mas o que importa, é que os brasileiros são solidários. Todos que moram nesse país tem um sentimento de irmandade para com os outros habitantes da nação.

Muito bem, tudo muito bonito.

Mas o que dizer agora das dezenas de tragédias que vem acontecendo no norte do país? Os efeitos da alteração do clima no nosso planeta fizeram milhares de ribeirinhos sentirem na pele o que o homem da cidade faz contra o meio ambiente. Já tem milhares passando fome, e outros muitos mais sem casa, roupa ou dignidade. São mais de 10 estados com problemas de enchentes.

E agora? Onde está o espírito solidário? Onde está o presidente? Onde estão o Faustão, o Gugu e a Ana Maria Braga?

Um grande erro da minha explanação: os brasileiros são solidários a outros brasileiros. Nós, aqui de cima, não vivemos no Brasil. Não no mesmo Brasil que eles. O Brasil, meus amigos, é mais ao Sul. Não fazemos, de fato, parte desse país. Por que se importar com nós então, com tanta coisa importante acontecendo no país? CPI da Petrobrás, Dança dos Famosos, Lendas Urbanas...

De qual nação pertencemos? Quem vais nos ajudar? O que vai ser de nós? Eis as perguntas que não querem calar.