terça-feira, 5 de abril de 2011

A Indústria “Pornomatográfica”

Oi.

Percebi que o assunto de mais falado hoje a falência da grande produtora de filmes brasileiros de prestígio internacional na minha mente: Brasileirinhas. Depois de muito marmanjo chorando, últimas punhetas homenagens, teses de Twitter de críticos de 140 caracteres, etc., os caras com os melhores empregos do mundo desmentiram tal noticia (via site oficial, de novo domínio http://www.brvod.com.br/home/).

O grande problema é que essa noticia foi um Viagra mental pra mim e me impulsionou falar um pouco sobre algo que aprecio: A indústria cinematográfica Pornô.

Pouca gente sabe, mas o Cinema Pornô surgiu logo que foram sendo rodados os primeiros filmes “comuns”. Só que era beeeem underground. Até procurei uns bisas por lá, mas é difícil achar. Enfim, alguém quer saber disso? [coro, por favor] Nããão!

O Cinema Pornô só teve maior visibilidade mesmo nos anos 70, quando um tipo de classificação etária dos filmes e a criação de cinemas adultos nos EUA possibilitaram a entrada do pornô no Mainstream. Logo, surgiram clássicos imediatos como “Garganta Profunda”, que contava a história de uma mulher que só atingia o orgasmo com o sexo oral, pois tinha um clitóris na garganta (?); e também surgiram cineastas e atores consagrados como John Holmes (e seus 33 centímetros) e Linda Lovelace. Nessa época os filmes tinham um roteiro um pouco mais trabalhado e atuações com maior envolvimento e menos apelação entre os atores. Bom para os famosos rapazes (ui!) que dizem que só gostam de filme pornô com “história”. E isso é dito geralmente para se dizer culto ou cult, quando o termo correto seria cu. Convenhamos leitores, quais de vocês aí viram um filme pornô até o final? Não precisam responder, por favor.

E é aí que está a graça, que os cultos que gostam de história e as ascençoristas de um botão só não entendem: o próposito do filme pornô é a única e exclusiva disseminação do sexo, da nudez e do erotismo sem fronteiras, dos corpos humanos (ou não) praticando algo além da razão que os leva a irracionalidade animal, para saciar a expectativa em olhos expectadores curiosos e ávidos para o prazer imediato da masturbação e do voyerismo. São aspectos e recortes da vida no limite, como a beleza para Nietzsche.

Antes da popularização da internet, jovens cheios de espinhas e com pêlos nas mãos, se esgueiravam pelos corredores das vídeo locadoras, envergonhados, atrás daquela prateleirazinha escondida como a Caveira de Cristal. Ou eram fãs, muito fãs, do Cinema exploitation trash, que passava nos fins de noite de sábado através do Cine Trash, e como já estavam sem sono assistiam à próxima sessão, uma tal de Cine Privé. Tudo muito saudável e principalmente instrutivo quando sua vida e experiências sexuais são quase nulas.

Hoje em dia, com a pilastra de sustentação da vida, do mundo e do buraco do universo chamada internet, invadindo cada casa, já desde de o meio dos anos 90, muita coisa mudou. Até a órbita da terra e a posição de cagar. A Terra gira em torno do Twitter e agora cagamos pela boca. Como era de se esperar, o Cinema Pornô também mudou. Dos 90’ pra cá, é muito mais fácil encontrar pornografia seja profissional, seja amadora (um viva às câmeras digitais!) sendo esta última muito mais procurada, pelo sua extrema “naturalidade”. Até por que os filmes pornôs de hoje vem utilizando o mesmo roteiro sempre: close na cara limpa – sexo oral – sexo vaginal – sexo anal – ejaculação na face – close na cara gozada; objetividade não implica em artificialidade (ou pelo menos não deveria). Coisa que não muda muito na indústria cinematográfica atual, com extremas repetições de roteiro, vide aquele excremento azul chamado Avatar. Precisa de algo mais? Na Cinema Pornô não, mas no Cinema Tradicional sim.

E pra finalizar, não pensem que a Amazônia, principalmente o Pará, está longe dessa realidade libidinosa. Temos um grande e consegrado Cineasta aqui em nossa terrinha: Antônio Snake! O cara é famoso por ser o dono, produtor, diretor, ator, roteirista, do Amazônia Sex, um produtora de filmes pornôs, totalmente paraense e com distribuição até pra Europa! O cenário afrodisíaco das paisagens paraenses como plano de fundo para cenas pornô hardcore é o principal diferencial desse nosso diretor. Uma amálgama de amadorismo e profissionalismo deixa tudo muito mais envolvente e menos artificial. Recomendo “Cotijuba, a Ilha do Amor” (pelo menos foi esse o nome que tava na capa do piratation), do Snake.

Na esfera internacional, recomendo qualquer um, REPITO, qualquer um da musa inspiradora da polução noturna Sasha Grey!

Um viva ao Sexo Solo! Um viva à sacanagem!

E.....

Até.

P.S: Assim como o amigo colaborador do Blog, Lucas, indico como trilha sonora pra leitura desse post, o album Saturday Night Wrist, do Deftones. Muito, muito sexy. Como diria minha namorada, se o Chino cantasse assim perto de mim, eu dava pra ele.

6 comentários:

  1. Tema incomum, bom post e excelente recomendação musical. :D
    Quanto a Sasha Grey, well... Musa inspiradora da minha adolescência, sem dúvidas, heheh.

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  2. Eu não sou (infelizmente) nem de perto um expert nesse assunto, mas eu fiquei realmente interessado em ver esse filme de Cotijuba! Huehuaheuhauea

    Deve ter várias estrelas 'Uepeanas'... heuahuehauheua

    Bom post, depois do parto que foi para postá-lo...

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  3. Pra mim a evolução foi: Catálogo de lingerie da Hermes-> Emmanuelle Na Galáxia Perdida-> Internet.

    P.S.:Algum especialista pode confirmar o q os boatos dizem a respeito da Sasha Grey ter nascido no Brasil?
    P.S.2: Creio que vc quis dizer "polução noturna" ali no final né?

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  4. A Sasha não é Brazuca e eu quis dizer polução noturna mesmo, vou corrigir, valeu.

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  5. Achei interessante porque nunca tinha visto um "crítico" de filme pornográfico. Existe? André parece ter algum doutorado nessa linha de pesquisa, hm.

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  6. Assunto restrito a homens.. " Percebi que o assunto de mais falado hoje a falência da grande produtora de filmes brasileiros de prestígio internacional na minha mente: Brasileirinhas. "
    Jura que isso está sendo falado?

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